Após Brexit, inglês pode deixar de ser língua oficial na União Européia

Após o Brexit (saída da Grã-Bretanha da União Européia), o inglês corre o risco de deixar de ser uma língua oficial do bloco econômico europeu. É o que alertou Danuta Hübner, líder no Parlamento Europeu para assuntos institucionais. Segundo ela, isso pode ocorrer após o processo de saída da Grã-Bretanha da União Européia ser completado, o que levará 2 anos para se consolidar.

A Grã-Bretanha é até então o único membro da União Européia que tem o inglês declarado como sua língua oficial, o que o coloca como uma das 24 línguas oficiais do bloco. Sem Grã-Bretanha, sem inglês.

“Nós temos uma regulação, onde cada membro tem o direito de notificar uma língua oficial. A Irlanda notificou o Gales como sua língua, Malta o maltes, apenas a Grã-Bretanha notificou o inglês” diz Hübner.

Obviamente o inglês é a língua franca do bloco e também usado largamente pelas instituições européias, mas para que continue com seu status oficial, a regulação do bloco terá de ser mudada. Na prática isso implica que documentos oficiais, comunicados e afins continuem a ser publicados também em inglês, além dos demais idiomas oficiais dos países membros.

Aprenda alemão vendo novela

Jojo sucht das Glueck - Deutsche WelleÉ isso mesmo que você leu, mas calma, não é a próxima novela das 8 que será rodada na Alemanha. Estamos falando de Jojo sucht das Glück, uma telenovela produzida pelo canal alemão Deutsche Welle.

Em 33 capítulos, Jojo sucht das Glück conta a história de Jojo, uma estudante brasileira (que não tem nome de brasileira nem se parece com uma) se aventurando em Köln, no oeste da Alemanha. Desde sua chegada na cidade até a interação com seus novos amigos de república, passando pelas descobertas de Jojo, cada capítulo é acompanhado por exercícios interativos e transcrição dos áudios, sendo bastante útil tanto para iniciantes quanto para aqueles que já possuem um conhecimento intermediário de alemão.

Achou interessante? Então acesse o primeiro capítulo e aprenda alemão enquanto Jojo descobre uma nova vida em Köln!

Jojo sucht das Glück – Folge 1: Die Ankunft

Confira abaixo o trailer:

 

Bilíngües: mais atraentes, mais inteligentes, mais saudáveis

Joyful Girls by charamelody on FlickrUm grande número de estudos científicos já provou que falar mais de uma língua torna o cérebro mais flexível e ajuda no melhor processamento de informações. Mas você conhece os outros benefícios que o aprendizado de outros idiomas pode trazer?

Pois saiba que um bilíngüe aprende com mais facilidade uma terceira língua do que um monolíngüe aprende um segundo idioma. Além disso, o simples fato de falar mais de uma língua pode aumentar o salário em mais de 20%.

Este infográfico (em inglês) mostra essas e outras informações, baseadas em pesquisas de importantes institutos e universidades. Surpreenda-se e se sinta motivado a aprender um novo idioma. Seu cérebro agradece!

Benefits of Learning Languages – Infographic

 

Livro reúne bizarrices da tradução

two eyes two hands two computers by Daniela Vladimirova on Flickr

Perdidos na traducaoEm “Perdidos na Tradução”, o professor e tradutor Iuri Abreu reuniu algumas das grandes bizarrices vistas nos títulos de filmes em português.

“Não é preciso muita intimidade com a língua inglesa para perceber que alguns títulos nacionais de filmes estrangeiros não são nem um pouco fiéis ao original”, conta o autor. “Neste caso, saio em defesa de meus colegas, porque a decisão fica a cargo da distribuidora”.

Com prefácio de José Wilker, a edição é divida em “A Maldição do Subtítulo”, “Poesia Pura”, “Liberdade Total”, “Fiéis ao Original” e “Entregando o Jogo”.

Abaixo, conheça um exemplo de cada um desses capítulos.

A Maldição do Subtítulo
“Blade Runner”
Tradução literal: “O Corredor da Lâmina”
Em Portugal: “Blade Runner: Perigo Iminente”
No Brasil: “Blade Runner: O Caçador de Androides”

Poesia Pura
“Giant”
Tradução literal: “Gigante”
Em Portugal: “Gigante”
No Brasil: “Assim Caminha a Humanidade”

Liberdade Total
“Annie Hall”
Tradução literal: “Annie Hall”
Em Portugal: “Annie Hall”
No Brasil: “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”

Fiéis ao Original
“Cold Mountain”
Tradução literal: “Montanha Fria”
Em Portugal: “Cold Mountain”
No Brasil: “Cold Mountain”

Entregando o Jogo
“The Bucket List”
Tradução literal: “A Lista do Balde”
Em Portugal: “Nunca é Tarde Demais”
No Brasil: “Antes de Partir”

Fonte: Livraria da Folha

Quantas línguas alguém pode falar?

Tallinn - EstoniaNo mundo existem milhões de pessoas que falam mais de uma língua em casa. Saber três ou mais línguas é mais comum do que você pode imaginar, como na Europa, onde muitos já crescem em famílias de duas ou três origens diversas, falando várias línguas desde pequenos. Na Índia é comum a muitas pessoas, no trabalho, falarem 5 ou 6 diferentes línguas. Mas o que pensar de quem fala 10,20,30 ou até mais de 70 línguas? Qual o limite para nós, seres humanos, no número de línguas que podemos aprender?

Em seu fascinante livro Babel no More, o lingüista Michael Erard viaja ao redor do mundo em busca daqueles que chama de ‘hiperpoliglotas’, pessoas que estudam e aprendem um grande número de línguas. Ele mostra também alguns dos segredos para o sucesso no aprendizado de línguas, e explica ainda porque é complicado para a maioria das pessoas se tornar um poliglota. Aqui você conhece alguns dos ‘hiperpoliglotas’ que Michael encontrou em suas viagens:

Graham Cansdale, 14 línguas

Cansdale usa 14 línguas profissionalmente, como tradutor junto à Comissão Européia em Bruxelas. Além disso estudou outras línguas que não usa em seu trabalho.

Lomb Kató, 16 línguas

Essa poliglota húngara diz que 5 dessas línguas ‘vivem dentro’ dela. Outras 5 precisam de pelo menos meio dia de revisão para serem reativadas, e as 6 restantes ela pode traduzir. Confiança, diz ela, foi crucial no aprendizado de línguas. Sua dica de estudos: “Confie profundamente que você é um gênio lingüístico”

Alexander Arguelles, cerca de 20 línguas

Arguelles se recusa a dizer o número exato. “Se alguém te dizer quantas línguas fala, não acredite nele”, diz Alexander, que estudou mais de 60 línguas e dedica 9 horas por dia ao estudo delas. 20 é o número daquelas em que ele tem competência de leitura em nível nativo.

Johan Vanderwalle, 22 línguas

Em 1987 Vanderwalle venceu o concurso ‘Polyglot of Flanders’, onde foi testado em 22 línguas (embora tenha estudado mais que isso). O concurso exigia 10 minutos de conversação com um falante nativo, com 5 minutos de pausa entre uma e outra.

Ken Hale, 50 línguas

O famoso lingüista do MIT (Massachusetts Institute of Technology) diz poder ‘falar’ (dominar) apenas 3 línguas (inglês, espanhol e warlpiri, uma língua aborígene da Austrália), e somente conversar em outras. Ele considera que a habilidade de falar uma língua inclui conhecer todas as suas implicações culturais, ou seja, vai muito além de gramática e vocabulário. Ken não gosta que as pessoas perpetuem o que chama de ‘mito’ de suas habilidades lingüísticas, embora alguns amigos tenham o observado fazendo coisas impressionantes, como estudar uma gramática de finlandês em um avião e começar a falar o idioma facilmente no desembarque.

Emil Krebs, de 32 a 68 línguas

O número depende de quem conta, Diplomata alemão que trabalhou na China, Krebs tinha tamanho talento para línguas que após sua morte seu cérebro foi preservado para estudos científicos.

Cardeal Giuseppe Mezzofanti, de 40 a 72 línguas

Um dos seus biógrafos relatou o seguinte: 14 dessas línguas ele estudou mas não usava, em 11 ele podia ter uma conversação, 9 não dominava mas tinha uma pronúncia perfeita, e em 30 era plenamente fluente (sendo essas de 11 famílias lingüísticas diferentes).

Proezas lingüísticas como as de Mezzofanti são tão impressionantes que podem parecer meras lendas. Mas para Erard é claro entre os hiperpoliglotas que com um certo talento natural, motivação e trabalho duro, feitos notáveis como esses podem ser alcançados. Psicolingüísticas dizem que não há limite teórico para o número de línguas que alguém pode aprender, há somente uma limitação de tempo.

Mas a maioria dos hiperpoliglotas são relutantes em afirmar que falam (de fato) tantas línguas, mesmo tendo estudado muitas. Isso acontece porque eles têm uma definição mais refinada do que a maioria das pessoas do que significa ‘falar uma língua’, além da humildade que acompanha um especialista: quanto mais você sabe, mais você tem ciência do que não sabe.

Dentre os hiperpoliglotas, 15 parece ser o número médio de línguas que estão dispostos a testar neles mesmos. Ainda assim, o conhecimento em 30 ou mais línguas com as quais dizem ter alguma familiaridade é provavelmente melhor do que tudo o que você aprendeu naquele curso de inglês que freqüenta há anos.

Traduzido e adaptado de: mental_floss: How Many Languages is it Possible to Know?

A rede social para falar Português com o mundo

Museu da língua portuguesa by Raquel Camargo on FlickrOllá+ não é apenas mais uma rede social, mas uma rede exclusiva para falantes de Português. A idéia nasceu em junho deste ano, e já conta com quase mil cadastrados.

Ao todo, mais de 230 milhões de pessoas ao redor do mundo tem o Português como língua nativa. Além de Brasil e Portugal os falantes de Português estão espalhados pelo mundo. Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe (todos na África), além de Macau (China), Timor Leste (Ásia) e Goa (Índia) compõem a comunidade lusófona.

Tendo a língua como ponto comum, os usuários podem trocar idéias, informações culturais, profissionais, além de aprenderem um pouco mais sobre outros países e regiões onde o Português também é a língua usada para comunicação.

 

A língua mais econômica do mundo

Piraha - A Language without numbers? by Smithsonian ChannelA língua Pirahã, falada por cerca de 250 índios da tribo de mesmo nome no Amazonas, é forte candidata ao posto de língua mais econômica do mundo.

De acordo com investigações do lingüista estadunidense Daniel Everett, que estuda a língua Pirahã desde 1977, não há nela palavras que definam cores, apenas uma diferenciação aproximada entre claro e escuro. Além disso, a língua não tem flexões para passado e futuro, apenas presente, além de não possuir números. Especialistas sugerem que Pirahã talvez seja a única língua conhecida sem sistema numérico. E porque não há números? Por que não precisam. Apenas se referem a quantidades como ‘pouco’, ‘alguns’ ou ‘muitos’.

Mesmo não possuindo sistema de escrita nem alfabeto, foi identificado ainda o possível sistema de fonemas da língua. Claro que também bastante econômico: apenas 3 vogais (A, I e O)* e seis consoantes: G, H, S, T, P e B*.

*sons correspondentes

 

Skype terá tradução em tempo real

skype_translatorA tradução instantânea de línguas estrangeiras no Skype está cada vez mais próxima de se tornar realidade. A Microsoft deu início a uma versão de testes do Skype Translator, que decodifica conversações em dois idiomas quase em tempo real. De acordo com a empresa, isso é resultado de pesquisas e investimentos feitos nos últimos 10 anos.

Segundo a Microsoft, o Translator está disponível atualmente em inglês e espanhol. Mais idiomas estarão disponíveis em breve.

Assista abaixo o vídeo oficial explicando como ativar o recurso na nova versão do Skype:

Rory Cellan-Jones, repórter da BBC, fez um teste dessa versão do Skype com espanhola Maria Romero Garcia, consultora de línguas. Confira:

Palavras intraduzíveis de outras culturas

Sim, elas existem, pois ao contrário do que tentam insistir alguns professores e dicionários, não é possível encontrar tradução (palavra correspondente) de algumas palavras extraídas de diversas línguas, Muitas vezes o máximo que conseguimos é explicar seu sentido com uma frase ou conceito. E foi isso que o blog Maptia fez, na tentativa de criar “o mapa mais inspirador do mundo”.

A relação entre as palavras e seus significados é fascinante, e tem se tentado há décadas desconstruir isso, simplificando e reduzindo isso a vocábulos, sendo que há um mundo de idéias e sentimentos por trás de cada palavra, e que são possíveis de expressar em uma palavra somente em uma determinada língua”, explica Ella Frances Sanders, responsável pelo blog.

Vale lembrar que, como já mostramos aqui, nenhuma palavra pode ser considerada de fato intraduzível. As palavras abaixo apenas não tem palavras correspondentes em outras línguas, ou na maioria delas, o que as particulariza em uma determinada língua ou cultura.

Clique nas imagens abaixo:

iBabel, o chat com tradução simultânea

Na onda de novas ferramentas que permitem cada vez mais pessoas de diferentes partes do mundo entrarem em contato, um grupo de seis brasileiros criou o IBabel, um chat com tradução simultânea que permite aos usuários trocas de mensagens mesmo que ambos não falem uma língua em comum.

O funcionamento é simples. Como uma rede social você procura e adiciona pessoas. Depois pode participar de um chat com qualquer uma delas, escrevendo em sua língua. Seu contato receberá a mensagem na língua dele, e vice-versa.  Continue lendo “iBabel, o chat com tradução simultânea”

Governo abre inscrições para o ‘Inglês sem Fronteiras’

University of Oxford - Portal %0A© by Paul Wiethölter on FlickrO programa ‘Inglês sem Fronteiras’ surgiu da necessidade de melhorar a proficiência em língua inglesa dos estudantes universitários para que tenham acesso a universidades de países anglófonos por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. São cursos a distância ou presenciais, havendo também a aplicação de testes de proficiência.

Ao todo são nove mil vagas para alunos de 42 instituições federais de ensino e que estejam cursando além da graduação, um mestrado ou um doutorado. Os candidatos podem se inscrever pela internet até o dia 8 de agosto.

Mais informações no site do programa: Inglês sem Fronteiras

 

Jornalista lança Dicionário do Nordeste

Bahia, Brasil 2004 by Ametxa on FlickrDicionário do Nordeste, do jornalista pernambucano radicado em São Paulo, Fred Navarro, é fruto de vinte e um anos de minuciosa pesquisa.

A obra reúne em suas 711 páginas mais de dez mil verbetes e expressões usadas em todos os estados da região e nasceu da necessidade de “traduzir” para os colegas certos termos normalmente empregados por ele em seu dia a dia nas redações paulistanas. Expressões como “fastiosa” (que quer dizer “sem fome”), “falando mais que o homem da cobra” (“falando muito”), “menina buchuda” (“mulher grávida”) aparecem no dicionário. 

O livro tem prefácio do gramático Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras.

:: Lançamento
:: Dicionário do Nordeste

Dicionário do Nordeste -  Fred NavarroDimensão:  16 x 22cm

Autor: Fred Navarro

ISBN: 978-85-7858-047-6

Nº de Páginas:  716

Ano de edição: 2013

 

 

Comunidade boliviana traduz Facebook para sua língua

bepakt-en-bezakt-by-breens-photos-on-flickrUma comunidade indígena da Bolívia começou a traduzir para sua língua nativa Aimará milhares de palavras e termos usados no Facebook em espanhol. O Aimará é, junto com o espanhol e o quíchua, língua oficial na Bolívia e Peru. É falado além desses dois países também no Chile, com um total de falantes nativos perto de 2,5 milhões, sendo quase metade desses na Bolívia. 

A comunidade espera com o projeto que o departamento de tradução do Facebook torne o Aimará uma opção de idioma na rede social, permitindo assim que esses milhões de falantes nativos usem a plataforma em sua língua.

 

5 exemplos de como a língua que falamos afeta nossa forma de pensar

China by Dainis Matisons on FlickrFalar uma língua não consiste em apenas saber vocabulário, regras gramaticais e afins. Línguas refletem visões de mundo, e como seus povos se expressam e se relacionam com o mundo em que vivem é um sinal claro de que a língua molda nossa forma de pensar. Abaixo você verá alguns exemplos da relação existente entre línguas e comportamento, assunto que está se tornando alvo de um número cada vez maior de pesquisas: 

Navegação e Pormpuraawans 

Em Pormpuraaw, uma comunidade aborígene da Austrália, não há referência de um objeto como à esquerda ou à direita, mas sim como a nordeste ou a sudoeste, por exemplo. É o que revela a professora de psicologia Lera Boroditsky, da Stanford University, em estudo publicado no The Wall Street Journal. Mais de um terço das línguas conhecidas abordam o espaço em termos absolutos, como a língua aborígene, e não em termos relativos, como o inglês, português e a maioria das línguas ocidentais mais faladas. Como resultado, os falantes de tais línguas acabam desenvolvendo grande habilidade em se orientar e manter uma trajetória, mesmo estando em um lugar que não conheçam.

Durante a viagem para sua pesquisa na Austrália, a professora descobriu também que a comunidade de Pormpuraaw, que fala Kuuk Thaayorre, não apenas sabia instintivamente em qual direção estavam, mas também organizavam suas pinturas em uma progressão temporal de leste a oeste.

A culpa e os falantes de inglês 

No mesmo artigo, Boroditsky nota que falantes de inglês tendem a dizer que alguém quebrou um vaso, mesmo que tenha sido um acidente. Enquanto isso, falantes de espanhol e japonês tendem a dizer simplesmente que o vaso quebrou. Assim o inglês estaria dependente de um culpado para a ação, mesmo que ela não tenha um.

Em outro estudo, falantes de inglês eram muito mais propensos a lembrar quem estourou balões, quebrou os ovos ou derramou os drinks (com cenas mostradas a voluntários em vídeo) do que falantes de espanhol ou japonês. Segundo Boroditsky, há uma correlação no inglês entre o foco no agente e o sentimento de justiça com vista a punir transgressores, em lugar de restituir as vítimas.

As cores que cada um vê

Nossa habilidade em distinguir cores segue a forma como as descrevemos. Um estudo de 1954 mostra que falantes de Zuñi (uma língua indígena norte-americana), não distinguem laranja de amarelo, tendo dificuldade em falar delas separadamente. Já os índios Barasana, que vivem na Amazônia, não diferem as cores azul e verde, pois para eles a cor do céu é igualada à cor da floresta, dos quais dependem.

Gênero em finlandês e hebraico

Em hebraico os marcadores de gênero estão por todo lugar, enquanto o finlandês não marca gênero em muitos casos. Um estudo de 1980 mostrou que o pensamento desses povos também é influenciado pela construção de suas línguas: crianças que falavam hebraico conheciam seu próprio gênero um ano antes que crianças falantes de finlandês.

Excesso de informação

O economista e pesquisador Keith Chen, chinês que vive nos Estados Unidos, observou quanta informação sua língua nativa carrega. Por exemplo, para dizer “Este é meu tio”, em chinês, você tem de especificar de qual tio está falando. O logograma (caracter chinês) que represente a palavra ‘tio’ também deve indicar se é por parte de pai ou de mãe, se é seu tio por casamento ou de nascimento, e caso seja irmão do seu pai, se é mais velho ou mais novo que ele.

Qual a língua mais difícil do mundo?