Deixando à parte orientações políticas e ideológicas, é digna de nota a atitude do Governo do Estado de São Paulo em investir e promover cursos gratuitos de idiomas para estudantes da rede pública. O chamado Programa de Aperfeiçoamento em Idiomas oferece 362.539 vagas para cursos de inglês, espanhol e francês, com inscrições até 31 de março. Para participar, o interessado deverá ser estudante de 2º ou 3º ano do Ensino Médio.

O curso é extracurricular e será oferecido primeiramente nos CELs (Centros de Estudo de Línguas) que funcionam em escolas da rede estadual de ensino. A demanda excedente estudará em escolas particulares de idiomas, conveniadas com o Governo do Estado. Vale lembrar que esses centros também oferecem, além dos idiomas citados, cursos de italiano, alemão e japonês.

Na prática, é uma oportunidade para estudantes carentes terem acesso ao aprendizado de idiomas, já considerado um direito civil em países que levam a educação à sério e habilidade necessária no mercado de trabalho atual, independente da área de atuação.

Apesar disso, essa é uma ação pontual e de alcance limitado, já que é conhecida de todos a corrente deficiência no ensino de idiomas não apenas em São Paulo, mas em escolas públicas de todo o país. Por parte do Governo, esse tipo de programa poderia servir de modelo para sua própria aplicação das aulas de idiomas no ensino público, tornando-as de fato parte integrante, e não anexa, do sistema de ensino.

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3 comentários em “Na ponta da língua e de graça

  1. Saudações!

    Assunto legal, pq a verdade é que ninguém fala nada sobre isso – e a molecada só presta atenção nestas coisas se a questão for fomentada, discutida…

    Uma proposta: seria interessante colocar o link ‘oficial’ da questão no post, não?

    Veja se é isso aqui:

    http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=208551&q=Estado+oferece+360+mil+vagas+em+cursos+de+idiomas+a+alunos+da+rede

    Um abraço!

    Alexandre Oliveira

  2. Olá, gostei muito do blog. Sou do Jornal Sanitário e proponho uma parceria, o que acha?

    Sobre o post em si, essa é uma discussão muito recorrente na UFPA(universidade onde eu estudo). Lá existem os “cursos livres”, ligados ao curso de letras e suas habilitações(Espanhol,Francês,Alemão e Inglês). A questão é que esses cursos são pagos. Apesar do valor não ser muito alto, sobretudo para a comunidade acadêmica, muitos membros do DCE reivindicam a gratuidade desses cursos.
    Eu ainda não tenho uma opinião formada. Por um lado, acho que esses cursos são muito custosos para a universidade (contratar professor, material). Por outro, um dos objetivos de uma universidade pública é levar o conhecimento além das fronteiras, possibilitando serviços de qualidade para a população(vide projetos de outros cursos, como atendimento de graça no hospital etc).

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