Lembra de quando as mensagens de texto enviadas por celular começaram a ficar populares, e o espaço limitado, além da digitação pouco confortável, te obrigavam a usar a imaginação para reduzir o que escrevia ao mínimo necessário? Pois é, na internet acontece o mesmo há muito tempo, e com tantas redes sociais e sistemas de trocas de mensagens, abreviar virou quase regra para facilitar e agilizar a comunicação instantânea.

Dessa necessidade surgiu uma nova linguagem, o ‘internetês’, que agora pode ser consultada no Dicionário do Internetês, que já conta com mais de 6 mil entradas. O internetês nada mais é do que um conjunto de abreviações e códigos que vemos todos os dias em mensagens dos mais diversos tipos, e como acabam se tornando de conhecimento geral em pouco tempo, são facilmente entendidos pelos usuários. Como nessa linguagem a regra básica é a do ‘quanto menos melhor’, obviamente regras gramaticais, acentuação e pontuação são deixados de lado, em prol da agilidade na escrita e leitura.

Muitos críticos e gramáticos condenam essa forma de comunicação, pelo fato de a apontarem como causa de erros de escrita e gramática por parte de crianças e jovens imersos nas salas de bate-papo e redes sociais. Sendo a favor ou não, é inegável que hoje mesmo até adultos façam uso do internetês, e essa linguagem pode ser separada de outras que utilizamos em diferentes ambientes. Afinal, você não fala para seu chefe: ‘qro tc hj c vc’, da mesma maneira que não diz ao seu amigo para que ‘acesse seu e-mail e cheque as informações relativas à discussão de ontem’.

Além dessas abreviações, o Dicionário do Internetês também traz o significado de termos e expressões comuns nas redes sociais como FMOT (follow me on twitter; em português siga-me no twitter) ou JGI (just google it; dê um google/procure no google).

Deixar o preconceito de lado e tomar conhecimento dessas novas linguagens nunca é demais. Nossa comunicação vai muito além do que é ensinado na escola, e ficar alheio a isso é virar as costas para um mundo que adapta a língua à sua realidade e às suas necessidades. Como bem coloca o professor e gramático Evanildo Bechara:

É preciso sermos poliglotas dentro da nossa própria língua”

Anúncios

Deixe aqui seu comentário, crítica ou sugestão:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s