Você certamente já se deparou com bulas, manuais, contratos e documentos que mais parecem complicar do que facilitar a vida de quem precisa deles. Pois essa dificuldade de compreensão muitas vezes não diz respeito à sua escolaridade, inteligência ou capacidade, esse problema (ainda) ocorre simplesmente porque o principal interessado nesses conteúdos é quase que totalmente ignorado por aqueles que os elaboram.

Indo direto ao ponto: o cidadão que vai assinar seu contrato de aluguel não deveria ficar perdido entre dezenas de artigos e cláusulas escritos numa linguagem totalmente alheia ao mundo em que ele vive (e muitas vezes alheio também ao mundo de que o redigiu). Em lugar disso, tem o direito de saber de forma clara o que pode ou não fazer no imóvel, o que ele ou o proprietário deve pagar em caso de reforma, e assim por diante.

E por que isso não acontece? Porque infelizmente ainda é usado no Brasil um velho expediente burocrático, de uma linguagem arcaica e sem necessidade, para se ter à mão um poderoso artifício de controle sobre uma população que mal tem como se defender diante de tantas exigências e obrigações legais com as quais se comprometeram com uma assinatura.

É pegando esse gancho que a portuguesa Sandra Fischer-Martins desenvolve seu trabalho. Sandra auxilia empresas e agências do governo português a simplificarem sua comunicação. Após conhecer uma campanha pela simplificação do inglês na Inglaterra, ela se inspirou e assim nasceu a Português Claro, uma consultoria que trabalha em prol de pessoas vítimas do que ela chama de “Apartheid da informação”, cidadãos que mal podem compreender documentos que precisam para seu dia-a-dia.

Ter acesso à compreensão do que se assina, do que se lê, do que é dever e do que é obrigação, da informação em si não pode ser restrito a um grupo, ou ser dependente da boa vontade alheia.

No vídeo abaixo Sandra mostra de uma forma curiosa e divertida exemplos de como todos esses documentos que fazem parte da vida de todos nós poderiam ser bem mais simples e práticos. Afinal, como dizia Einstein:

Se você não pode explicar algo de forma simples você não entendeu o suficiente.”

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