Campus Tou by Lars Hammar on FlickrViver em um país distante de casa, onde todos falam uma língua com a qual você não cresceu, pode ser um desafio. para alguns estudantes internacionais, o inglês pode ser uma barreira que os prejudique ou deixe excluídos.

Para os que pretendem estudar nos Estados Unidos, a barreira tem nome: TOEFL (Test of English as Foreign Language). Testes como ele avaliam sua compreensão auditiva, produção oral e escrita e são exigidos para falantes não-nativos para um estudo nos países onde o inglês é a língua oficial, como também é o caso da Austrália e Inglaterra.

Apesar disso, o TOEFL tem seus críticos, como Joan Chamberlin, diretor de um curso intensivo de inglês numa universidade em Iowa, nos Estados Unidos:

“TOEFL é para habilidades limitadas. Testa quão rápido você pode ler, um pouco de gramática e vocabulário, mas não te ajuda com problemas reais que você enfrentará depois do teste.”

Chamberlin diz que alguns estudantes de seu curso tiveram problemas com compreensão de suas aulas e na interação com os professores, Habilidades básicas como fazer notas e escrever artigos, por exemplo, podem ser grandes desafios, já que não são testados pelo TOEFL e a maioria dos estudantes acaba não se preparando para tais quesitos.

O estudante malásio Xun Chong, que estuda engenharia química nos Estados Unidos, não tem dificuldades no curso avançado, obteve até mais do que precisava no TOEFL. Mas seu problema veio depois, na universidade. “Em algumas aulas, não tenho ideia do que o professor está falando. Tenho de ir aos plantões dos alunos e perguntar o que quiseram dizer.”

Chong diz que seu inglês geralmente é uma barreira na comunicação com estudantes americanos. “Sou um grande fã de música, e adoro falar com falantes nativos sobre suas bandas favoritas, mas não tenho habilidade suficiente para falar de forma natural. Sempre pareço formal, e isso não é bom quando se quer ter apenas uma conversa casual.”

TOEFL é um teste padronizado, mas infelizmente as habilidades que se precisa para passar nele não são as mesmas necessárias à vida real. Como resultado, muitos estudantes internacionais se sentem deslocados, muitas vezes até excluídos.

“Não estou acostumado à cultura norte americana, é tao diferente para mim.”, diz Rocio Aviles, estudante da Guatemala que cursa engenharia industrial nos Estados Unidos. “Tudo é tao rápido, ninguém para para de fato ter uma conversa com amigos. Isso me estressa muito.”

Na maior parte do tempo, Aviles prefere falar com hispanos do que com falantes nativos do inglês. Ela diz que não consegue praticar inglês como queria. ” ou muito tímida e me dou melhor com os outros estrangeiros. Eles tem os mesmos desafios que eu, entendem como me sinto, porque passam pelo mesmo.”

Mostafa Fawzy, estudante egípcio de sistemas industriais, vive a experiencia oposta, pois não teve escolha. “Tenho vários grupos de tarefas e preciso me comunicar com falantes nativos diariamente, então preciso fazer amigos em pouco tempo, e eles me ajudam muito.”

Enquanto Mostafa diz que constantemente grava a si mesmo e envia aos professores para que seja avaliado, Rocio reclama que o TOEFL não a preparou para a vida acadêmica. Ela recomenda ver filmes em inglês legendados (também em inglês) para praticar as habilidades de pronuncia e compreensão.

O problema não é só limitado a estudantes internacionais. Professores de outros países tem frequentemente dificuldades com o inglês. “Comunicar-me com estudantes foi uma dificuldade no inicio, especialmente em relação à minha pronuncia ou gramática.” diz Ryosuke Aoyama, professor em uma universidade americana.

Aoyama diz que já esta acostumado a cometer erros com frequência, mas afirma que não precisa falar perfeitamente, pois as pessoas entendem as ideias que transmite. “Não se envergonhe com os erros, aprenda com eles”, completa.

Chamberlin encoraja os estudantes a sair dos grupos de falantes de sua língua materna, deixar sua zona de conforto, para assim superar as barreiras linguísticas. “Há vida depois do TOEFL e você precisa de mais do que uma nota do teste para dominar a língua.”

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Um comentário em “TOEFL: Pra quê?

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