Aprenda alemão vendo novela

Jojo sucht das Glueck - Deutsche WelleÉ isso mesmo que você leu, mas calma, não é a próxima novela das 8 que será rodada na Alemanha. Estamos falando de Jojo sucht das Glück, uma telenovela produzida pelo canal alemão Deutsche Welle.

Em 33 capítulos, Jojo sucht das Glück conta a história de Jojo, uma estudante brasileira (que não tem nome de brasileira nem se parece com uma) se aventurando em Köln, no oeste da Alemanha. Desde sua chegada na cidade até a interação com seus novos amigos de república, passando pelas descobertas de Jojo, cada capítulo é acompanhado por exercícios interativos e transcrição dos áudios, sendo bastante útil tanto para iniciantes quanto para aqueles que já possuem um conhecimento intermediário de alemão.

Achou interessante? Então acesse o primeiro capítulo e aprenda alemão enquanto Jojo descobre uma nova vida em Köln!

Jojo sucht das Glück – Folge 1: Die Ankunft

Confira abaixo o trailer:

 

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Bilíngües: mais atraentes, mais inteligentes, mais saudáveis

Joyful Girls by charamelody on FlickrUm grande número de estudos científicos já provou que falar mais de uma língua torna o cérebro mais flexível e ajuda no melhor processamento de informações. Mas você conhece os outros benefícios que o aprendizado de outros idiomas pode trazer?

Pois saiba que um bilíngüe aprende com mais facilidade uma terceira língua do que um monolíngüe aprende um segundo idioma. Além disso, o simples fato de falar mais de uma língua pode aumentar o salário em mais de 20%.

Este infográfico (em inglês) mostra essas e outras informações, baseadas em pesquisas de importantes institutos e universidades. Surpreenda-se e se sinta motivado a aprender um novo idioma. Seu cérebro agradece!

Benefits of Learning Languages – Infographic

 

Quantas línguas alguém pode falar?

Tallinn - EstoniaNo mundo existem milhões de pessoas que falam mais de uma língua em casa. Saber três ou mais línguas é mais comum do que você pode imaginar, como na Europa, onde muitos já crescem em famílias de duas ou três origens diversas, falando várias línguas desde pequenos. Na Índia é comum a muitas pessoas, no trabalho, falarem 5 ou 6 diferentes línguas. Mas o que pensar de quem fala 10,20,30 ou até mais de 70 línguas? Qual o limite para nós, seres humanos, no número de línguas que podemos aprender?

Em seu fascinante livro Babel no More, o lingüista Michael Erard viaja ao redor do mundo em busca daqueles que chama de ‘hiperpoliglotas’, pessoas que estudam e aprendem um grande número de línguas. Ele mostra também alguns dos segredos para o sucesso no aprendizado de línguas, e explica ainda porque é complicado para a maioria das pessoas se tornar um poliglota. Aqui você conhece alguns dos ‘hiperpoliglotas’ que Michael encontrou em suas viagens:

Graham Cansdale, 14 línguas

Cansdale usa 14 línguas profissionalmente, como tradutor junto à Comissão Européia em Bruxelas. Além disso estudou outras línguas que não usa em seu trabalho.

Lomb Kató, 16 línguas

Essa poliglota húngara diz que 5 dessas línguas ‘vivem dentro’ dela. Outras 5 precisam de pelo menos meio dia de revisão para serem reativadas, e as 6 restantes ela pode traduzir. Confiança, diz ela, foi crucial no aprendizado de línguas. Sua dica de estudos: “Confie profundamente que você é um gênio lingüístico”

Alexander Arguelles, cerca de 20 línguas

Arguelles se recusa a dizer o número exato. “Se alguém te dizer quantas línguas fala, não acredite nele”, diz Alexander, que estudou mais de 60 línguas e dedica 9 horas por dia ao estudo delas. 20 é o número daquelas em que ele tem competência de leitura em nível nativo.

Johan Vanderwalle, 22 línguas

Em 1987 Vanderwalle venceu o concurso ‘Polyglot of Flanders’, onde foi testado em 22 línguas (embora tenha estudado mais que isso). O concurso exigia 10 minutos de conversação com um falante nativo, com 5 minutos de pausa entre uma e outra.

Ken Hale, 50 línguas

O famoso lingüista do MIT (Massachusetts Institute of Technology) diz poder ‘falar’ (dominar) apenas 3 línguas (inglês, espanhol e warlpiri, uma língua aborígene da Austrália), e somente conversar em outras. Ele considera que a habilidade de falar uma língua inclui conhecer todas as suas implicações culturais, ou seja, vai muito além de gramática e vocabulário. Ken não gosta que as pessoas perpetuem o que chama de ‘mito’ de suas habilidades lingüísticas, embora alguns amigos tenham o observado fazendo coisas impressionantes, como estudar uma gramática de finlandês em um avião e começar a falar o idioma facilmente no desembarque.

Emil Krebs, de 32 a 68 línguas

O número depende de quem conta, Diplomata alemão que trabalhou na China, Krebs tinha tamanho talento para línguas que após sua morte seu cérebro foi preservado para estudos científicos.

Cardeal Giuseppe Mezzofanti, de 40 a 72 línguas

Um dos seus biógrafos relatou o seguinte: 14 dessas línguas ele estudou mas não usava, em 11 ele podia ter uma conversação, 9 não dominava mas tinha uma pronúncia perfeita, e em 30 era plenamente fluente (sendo essas de 11 famílias lingüísticas diferentes).

Proezas lingüísticas como as de Mezzofanti são tão impressionantes que podem parecer meras lendas. Mas para Erard é claro entre os hiperpoliglotas que com um certo talento natural, motivação e trabalho duro, feitos notáveis como esses podem ser alcançados. Psicolingüísticas dizem que não há limite teórico para o número de línguas que alguém pode aprender, há somente uma limitação de tempo.

Mas a maioria dos hiperpoliglotas são relutantes em afirmar que falam (de fato) tantas línguas, mesmo tendo estudado muitas. Isso acontece porque eles têm uma definição mais refinada do que a maioria das pessoas do que significa ‘falar uma língua’, além da humildade que acompanha um especialista: quanto mais você sabe, mais você tem ciência do que não sabe.

Dentre os hiperpoliglotas, 15 parece ser o número médio de línguas que estão dispostos a testar neles mesmos. Ainda assim, o conhecimento em 30 ou mais línguas com as quais dizem ter alguma familiaridade é provavelmente melhor do que tudo o que você aprendeu naquele curso de inglês que freqüenta há anos.

Traduzido e adaptado de: mental_floss: How Many Languages is it Possible to Know?

Minorias húngaras desprezadas pelo governo ucraniano

The students of Bakivtsi school perform in a concert for our tour group by Brian Woychuk on FlickrA partir do próximo semestre letivo (2013-14) estudantes na Ucrânia terão de aprender uma segunda língua estrangeira ao chegarem à 5ª série. Para estudantes que freqüentam escolas para grupos minoritários húngaros essa será na verdade uma terceira língua a ser aprendida, já que eles precisam estudar ucraniano (a língua oficial) como língua estrangeira desde a 1ª série. Em sua maioria, esses alunos têm como primeira língua o húngaro ou dialetos húngaros.

As escolas de minorias húngaras solicitaram ao governo ucraniano permissão para que, ao invés dessa terceira língua, pudessem ampliar o tempo dedicado ao aprendizado do ucraniano, já que o tempo de aula oferecido atualmente é considerado insuficiente para que de fato aprendam a língua. Em 2008, por exemplo, 8% dos estudantes de escolas ucranianas não obtiveram notas satisfatórias nos exames de ucraniano, número que chega a 38% quando analisadas as escolas de minorias húngaras na Ucrânia. Mesmo assim, o governo ucraniano rejeitou o pedido.

Traduzido e adaptado de: Kárpátalja – Elutasították a magyar iskolák kérelmét