A língua mais econômica do mundo

Piraha - A Language without numbers? by Smithsonian ChannelA língua Pirahã, falada por cerca de 250 índios da tribo de mesmo nome no Amazonas, é forte candidata ao posto de língua mais econômica do mundo.

De acordo com investigações do lingüista estadunidense Daniel Everett, que estuda a língua Pirahã desde 1977, não há nela palavras que definam cores, apenas uma diferenciação aproximada entre claro e escuro. Além disso, a língua não tem flexões para passado e futuro, apenas presente, além de não possuir números. Especialistas sugerem que Pirahã talvez seja a única língua conhecida sem sistema numérico. E porque não há números? Por que não precisam. Apenas se referem a quantidades como ‘pouco’, ‘alguns’ ou ‘muitos’.

Mesmo não possuindo sistema de escrita nem alfabeto, foi identificado ainda o possível sistema de fonemas da língua. Claro que também bastante econômico: apenas 3 vogais (A, I e O)* e seis consoantes: G, H, S, T, P e B*.

*sons correspondentes

 

O primeiro curso de idiomas

Nollen Family by Awkward Ann on FlickrSegundo um estudo da Acta Paediatrica, uma publicação especializada, o ser humano já é capaz de perceber desde o nascimento que alguém não fala sua língua materna. O artigo afirma ainda que recém-nascidos precisam de apenas algumas horas para já conseguirem fazer essa distinção.

A conclusão foi feita por cientistas da Pacific Lutheran University em Tacoma, nos Estados Unidos, após testes nos quais 40 crianças americanas e 40 suecas foram expostas a sons de ambas as línguas.

Durante o experimento as crianças usavam uma chupeta especial, que registrava os movimentos da boca. De acordo com os cientistas, esses movimentos estão diretamente relacionados à curiosidade dos bebês, que faziam mais movimentos (ou seja, chupavam a chupeta com mais intensidade) quando ouviam vogais da língua estrangeira. 

Assim, a experiência dos bebês com a língua materna já começaria, de fato, na barriga da mãe, que seria o primeiro ‘curso de idiomas’ que frequentamos, sem mensalidades, sem provas, e ainda assim o mais importante de todos eles. 

Fonte: Sprachennetz

Ilha espanhola revive tradição de se comunicar por assobios

San Sebastián de La Gomera by Leo-setä on FlickrQuando não havia telefone nem estradas, muitos moradores de La Gomera, nas Ilhas Canárias (Espanha), se comunicavam por assobios em situações urgentes. Com o tempo, esse tipo de linguagem foi caindo em desuso, especialmente após os anos 70. Alunos começam aprendendo a assobiar frases simples, como dizer “bom dia”.

Mas agora, uma escola local vem retomando a tradição. Todos os alunos têm aulas de “assobio Gomera”. Eles começam aprendendo a assobiar frases simples, como “bom dia” e “boa tarde”, além do próprio nome. O professor Lino Rodríguez diz que as crianças às vezes se cansam, mas conta que o segredo é assobiar bem devagar.

A vantagem do assobio praticado no local é que ele pode ser ouvido a até 3 quilômetros de distância. Não se sabe ao certo a origem do assobio, mas a hipótese mais provável é a de que ele tenha sido trazido da África. Moradores da ilha aprovam a ideia de que uma prática da época de seus avós seja recuperada na escola.

Ainda que na era da comunicação o assobio não tenha mais uma função prática, para os locais é importante que a tradição não se perca. Ninguém sabe se a tecnologia vai fazer o assobio desaparecer, mas, no momento, as aulas garantem que seu som continuará a ser ouvido ilha afora por mais alguns anos.

Fonte: BBC Brasil

Botando os pingos nos ‘ii’

Já se perguntou qual a razão do pingo na letra ‘i’ ? Ele não esta aí à toa.  Essa marcação veio do latim, afim de diferenciar a sequência ‘ii’ (comum no latim) da letra ‘u’ minúscula.  Mas já imaginou o ‘i’ sem pingo? Continue lendo “Botando os pingos nos ‘ii’”