Livro reúne bizarrices da tradução

two eyes two hands two computers by Daniela Vladimirova on Flickr

Perdidos na traducaoEm “Perdidos na Tradução”, o professor e tradutor Iuri Abreu reuniu algumas das grandes bizarrices vistas nos títulos de filmes em português.

“Não é preciso muita intimidade com a língua inglesa para perceber que alguns títulos nacionais de filmes estrangeiros não são nem um pouco fiéis ao original”, conta o autor. “Neste caso, saio em defesa de meus colegas, porque a decisão fica a cargo da distribuidora”.

Com prefácio de José Wilker, a edição é divida em “A Maldição do Subtítulo”, “Poesia Pura”, “Liberdade Total”, “Fiéis ao Original” e “Entregando o Jogo”.

Abaixo, conheça um exemplo de cada um desses capítulos.

A Maldição do Subtítulo
“Blade Runner”
Tradução literal: “O Corredor da Lâmina”
Em Portugal: “Blade Runner: Perigo Iminente”
No Brasil: “Blade Runner: O Caçador de Androides”

Poesia Pura
“Giant”
Tradução literal: “Gigante”
Em Portugal: “Gigante”
No Brasil: “Assim Caminha a Humanidade”

Liberdade Total
“Annie Hall”
Tradução literal: “Annie Hall”
Em Portugal: “Annie Hall”
No Brasil: “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”

Fiéis ao Original
“Cold Mountain”
Tradução literal: “Montanha Fria”
Em Portugal: “Cold Mountain”
No Brasil: “Cold Mountain”

Entregando o Jogo
“The Bucket List”
Tradução literal: “A Lista do Balde”
Em Portugal: “Nunca é Tarde Demais”
No Brasil: “Antes de Partir”

Fonte: Livraria da Folha

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Quantas línguas alguém pode falar?

Tallinn - EstoniaNo mundo existem milhões de pessoas que falam mais de uma língua em casa. Saber três ou mais línguas é mais comum do que você pode imaginar, como na Europa, onde muitos já crescem em famílias de duas ou três origens diversas, falando várias línguas desde pequenos. Na Índia é comum a muitas pessoas, no trabalho, falarem 5 ou 6 diferentes línguas. Mas o que pensar de quem fala 10,20,30 ou até mais de 70 línguas? Qual o limite para nós, seres humanos, no número de línguas que podemos aprender?

Em seu fascinante livro Babel no More, o lingüista Michael Erard viaja ao redor do mundo em busca daqueles que chama de ‘hiperpoliglotas’, pessoas que estudam e aprendem um grande número de línguas. Ele mostra também alguns dos segredos para o sucesso no aprendizado de línguas, e explica ainda porque é complicado para a maioria das pessoas se tornar um poliglota. Aqui você conhece alguns dos ‘hiperpoliglotas’ que Michael encontrou em suas viagens:

Graham Cansdale, 14 línguas

Cansdale usa 14 línguas profissionalmente, como tradutor junto à Comissão Européia em Bruxelas. Além disso estudou outras línguas que não usa em seu trabalho.

Lomb Kató, 16 línguas

Essa poliglota húngara diz que 5 dessas línguas ‘vivem dentro’ dela. Outras 5 precisam de pelo menos meio dia de revisão para serem reativadas, e as 6 restantes ela pode traduzir. Confiança, diz ela, foi crucial no aprendizado de línguas. Sua dica de estudos: “Confie profundamente que você é um gênio lingüístico”

Alexander Arguelles, cerca de 20 línguas

Arguelles se recusa a dizer o número exato. “Se alguém te dizer quantas línguas fala, não acredite nele”, diz Alexander, que estudou mais de 60 línguas e dedica 9 horas por dia ao estudo delas. 20 é o número daquelas em que ele tem competência de leitura em nível nativo.

Johan Vanderwalle, 22 línguas

Em 1987 Vanderwalle venceu o concurso ‘Polyglot of Flanders’, onde foi testado em 22 línguas (embora tenha estudado mais que isso). O concurso exigia 10 minutos de conversação com um falante nativo, com 5 minutos de pausa entre uma e outra.

Ken Hale, 50 línguas

O famoso lingüista do MIT (Massachusetts Institute of Technology) diz poder ‘falar’ (dominar) apenas 3 línguas (inglês, espanhol e warlpiri, uma língua aborígene da Austrália), e somente conversar em outras. Ele considera que a habilidade de falar uma língua inclui conhecer todas as suas implicações culturais, ou seja, vai muito além de gramática e vocabulário. Ken não gosta que as pessoas perpetuem o que chama de ‘mito’ de suas habilidades lingüísticas, embora alguns amigos tenham o observado fazendo coisas impressionantes, como estudar uma gramática de finlandês em um avião e começar a falar o idioma facilmente no desembarque.

Emil Krebs, de 32 a 68 línguas

O número depende de quem conta, Diplomata alemão que trabalhou na China, Krebs tinha tamanho talento para línguas que após sua morte seu cérebro foi preservado para estudos científicos.

Cardeal Giuseppe Mezzofanti, de 40 a 72 línguas

Um dos seus biógrafos relatou o seguinte: 14 dessas línguas ele estudou mas não usava, em 11 ele podia ter uma conversação, 9 não dominava mas tinha uma pronúncia perfeita, e em 30 era plenamente fluente (sendo essas de 11 famílias lingüísticas diferentes).

Proezas lingüísticas como as de Mezzofanti são tão impressionantes que podem parecer meras lendas. Mas para Erard é claro entre os hiperpoliglotas que com um certo talento natural, motivação e trabalho duro, feitos notáveis como esses podem ser alcançados. Psicolingüísticas dizem que não há limite teórico para o número de línguas que alguém pode aprender, há somente uma limitação de tempo.

Mas a maioria dos hiperpoliglotas são relutantes em afirmar que falam (de fato) tantas línguas, mesmo tendo estudado muitas. Isso acontece porque eles têm uma definição mais refinada do que a maioria das pessoas do que significa ‘falar uma língua’, além da humildade que acompanha um especialista: quanto mais você sabe, mais você tem ciência do que não sabe.

Dentre os hiperpoliglotas, 15 parece ser o número médio de línguas que estão dispostos a testar neles mesmos. Ainda assim, o conhecimento em 30 ou mais línguas com as quais dizem ter alguma familiaridade é provavelmente melhor do que tudo o que você aprendeu naquele curso de inglês que freqüenta há anos.

Traduzido e adaptado de: mental_floss: How Many Languages is it Possible to Know?

Palavras intraduzíveis de outras culturas

Sim, elas existem, pois ao contrário do que tentam insistir alguns professores e dicionários, não é possível encontrar tradução (palavra correspondente) de algumas palavras extraídas de diversas línguas, Muitas vezes o máximo que conseguimos é explicar seu sentido com uma frase ou conceito. E foi isso que o blog Maptia fez, na tentativa de criar “o mapa mais inspirador do mundo”.

A relação entre as palavras e seus significados é fascinante, e tem se tentado há décadas desconstruir isso, simplificando e reduzindo isso a vocábulos, sendo que há um mundo de idéias e sentimentos por trás de cada palavra, e que são possíveis de expressar em uma palavra somente em uma determinada língua”, explica Ella Frances Sanders, responsável pelo blog.

Vale lembrar que, como já mostramos aqui, nenhuma palavra pode ser considerada de fato intraduzível. As palavras abaixo apenas não tem palavras correspondentes em outras línguas, ou na maioria delas, o que as particulariza em uma determinada língua ou cultura.

Clique nas imagens abaixo:

iBabel, o chat com tradução simultânea

Na onda de novas ferramentas que permitem cada vez mais pessoas de diferentes partes do mundo entrarem em contato, um grupo de seis brasileiros criou o IBabel, um chat com tradução simultânea que permite aos usuários trocas de mensagens mesmo que ambos não falem uma língua em comum.

O funcionamento é simples. Como uma rede social você procura e adiciona pessoas. Depois pode participar de um chat com qualquer uma delas, escrevendo em sua língua. Seu contato receberá a mensagem na língua dele, e vice-versa.  Continue lendo “iBabel, o chat com tradução simultânea”